quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
DIA DE FINADOS 2014
O Núcleo da Liga
dos Combatentes de Torres Vedras, como é sua tradição e dever efectuou, no passado
dia 02 de Novembro, Dia de Finados, uma Cerimónia Evocativa dos Militares
Mortos ao serviço de Portugal, inumados nos talhões militares da Liga dos
Combatentes sobre a sua responsabilidade, bem como de
outros militares sepultados nos cemitérios dos concelhos de Torres Vedras, da
Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, onde se centraram as cerimónias deste
ano, com a presença das autoridades civis e religiosas.
Num intenso périplo
os actos solenes tiveram início, pelas 09H30 em Torres Vedras, com a deposição
de uma coroa de flores no “Monumento aos
Torrienses Mortos na Guerra do Ultramar”, seguido de uma pequena cerimónia
militar em sua homenagem. Posteriormente, a Direcção do Núcleo e outros
elementos que se associaram ao evento que contou, também, com a presença do Sr.
João Pereira em representação do município Torriense, dirigiu-se ao cemitério
de São João, onde depositou flores, simbolicamente, nas campas de três
combatentes que ali repousam e que deram o seu melhor em defesa da Pátria e da
Paz, em diferentes épocas.
Fig 01 - Cemitério de Torres Vedras
A cerimónia
prosseguiu, pelas 11H30 na Lourinhã, onde foi celebrada missa solene na capela
de Santa Maria do Castelo – igreja de estilo gótico conhecida como igreja matriz
–, em memória dos combatentes lourinhanenses e de todos os fiéis defuntos,
seguindo-se um cortejo até ao cemitério, com a bênção do talhão da Liga dos
Combatentes, deposição de flores nas sepulturas pelos familiares dos
combatentes e honras militares.
Fig 02 - Talhão dos Combatente Lourinhã
No Sobral de Monte
Agraço decorreram os principais actos solenes que se iniciaram, pelas 14H30, no
cemitério do São Salvador do Mundo, junto ao Talhão da Liga dos Combatentes.
Fig 03 - Talhão dos combatentes - Sobral de Monte Agraço
Estiveram presentes os familiares dos combatentes ai sepultados e muitos outros
populares que se quiseram associar a esta homenagem e ainda o Sr.
Vice-presidente da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, o Sr. Padre
Marcelo Boita e o Sr. António Dinis que representou os combatentes do Sobral.
Fig 04 - Talhão dos Combatentes - Sobral de Monte Agraço
Foram proferidas curtas intervenções alusivas ao acto pelo presidente do Núcleo
da Liga dos Combatentes de Torres Vedras, Tenente-Coronel José da Costa Pereira
que agradeceu à Câmara municipal do Sobral a realização dos trabalhos de
arranjo das campas do Talhão prometendo que, a próxima etapa será a
substituição das inscrições nas cabeceiras. Agradeceu, também, a todos os presente
a honra que lhe davam com a sua presença nesta pequena cerimónia evocativa aos
soldados de Portugal e pelo Sr. Vice-presidente do município do Sobral de Monte
Agraço, Dr. Sérgio Bogalho a que se seguiu a bênção do talhão pelo padre
Marcelo Boita. A cerimónia prosseguiu com um cortejo por todo o cemitério, em
homenagem aos fiéis defuntos ali sepultados.
Fig 05 - Talhão dos Combatentes - Sobral de Monte Agraço
Após a deposição de
flores nas sepulturas e das honras militares no Talhão, a cerimónia foi
concluída neste espaço, tendo prosseguido na igreja multisecular e em estilo
manuelino de São Quintino, pelas 15H30.
Fig 06 - Interior da Igreja de S. Quintino
Neste templo foi
celebrada missa em memória dos militares mortos, com a delegação do Núcleo a
ser acompanhada neste acto solene, pelo presidente da Junta de Freguesia de São
Quintino, Sr. Pedro Baeta e da tesoureira da Junta, D. Olinda Maria Dinis.
Depois desta
celebração os participantes seguiram em cortejo para o cemitério anexo para a
bênção do lugar, tendo sido depositadas flores em todas as sepulturas de
combatentes caídos na guerra do Ultramar, e prestadas honras militares.
Na parte final das
cerimónias o presidente do Núcleo de Torres Vedras agradeceu a todos os
presentes, às autoridades civis e religiosas e, em especial ao Sr. António
Dinis que teve o encargo de localizar e contactar todos os familiares dos
combatentes para estarem presentes nestas cerimónias. O Sr. presidente da Junta
de freguesia de Santo Quintino também agradeceu a todos os presentes, tendo-se
disponibilizado para colaborar com a Liga dos Combatentes no que estivesse ao
seu alcance. O Sr. António Dinis, em representação dos Combatentes do Sobral de
Monte Agraço, com grande emotividade, agradeceu ao Núcleo da Liga dos
Combatentes de Torres Vedras ter realizado esta sentida homenagem, aos
representantes autárquicos e a todos os presentes que se quiseram associar a este
acto em honra daqueles que deram o melhor das suas vidas pela Pátria.
É de salientar, com
muito agrado, a grande adesão dos populares em todos estes actos, muito
gratificante para a Liga dos Combatentes, pois é o reconhecimento pelo seu
esforço.
Para que tudo corresse de feição, no Sobral de
Monte Agraço, contámos com o apoio de forças do Posto da GNR local que zelaram
pela segurança dos presentes.
sábado, 1 de novembro de 2014
PASSEIO CULTURAL A ELVAS
No passado dia 19 de Julho o Núcleo da
Liga dos Combatentes de Torres Vedras organizou um passeio cultural a Elvas, Cidade-Quartel
Fronteiriça Património da Humanidade pela UNESCO.
A comitiva composta por antigos
combatentes e seus familiares, contou com os apoios das Câmaras municipais de
Lourinhã, cujo o Presidente integrou a comitiva e da câmara municipal de Elvas
e dos Posto de turismo de Elvas.
Presidentes das câmaras de Lourinhã e Elvas ao centro
A organizou, a nível local, foi
coordenada pelo Major, Joaquim Balsinhas que contou com o apoio
do Sargento-mor Ganchinho e do Núcleo de Elvas.
Realizaram-se visitas guiadas aos seguintes monumentos históricos:
- Forte de Stª Luzia;
- Igreja da Senhora da Piedade;
- e ao Museu Militar de Elvas
sem esquecer a viagem pela cidade no comboio turístico do Turismo de Elvas.
- Forte de Stª Luzia;
Forte de Stª Luzia
- Igreja da Senhora da Piedade;
Em frente da Capela da Senhora da Piedade
- e ao Museu Militar de Elvas
Museu militar de Elvas
sem esquecer a viagem pela cidade no comboio turístico do Turismo de Elvas.
Além de visitar a cidade e os seus
pontos com maior relevância histórica a comitiva de antigos combatentes do
Oeste prestou homenagem a todos os combatentes de Portugal, com a deposição de
uma coroa de flores e a guarda de um minuto de silêncio, junto ao Monumento ao Combatente do Ultramar.
Homenagem aos Combatentes
A esta cerimónia associaram-se os Presidentes das câmaras
de Lourinhã, Engº João Duarte de Carvalho e da câmara municipal de Elvas, Dr.
Nuno Miguel Fernandes Mocinha.
Homenagem aos Combatentes
De salientar a nostalgia que alguns dos
membros da comitiva sentiram ao recordar, na visita ao Forte de Stª Luzia e ao
Museu Militar de Elvas, tempos passados e locais onde deixaram parte da sua
juventude.
O momento mais emocionante foi a visita à capela da
senhora da Piedade quando se observaram todas as preces deixadas por soldados
de Portugal e seus familiares rogando por ajuda divina nos seus momentos difíceis
no campo de batalha.
Interior da capela da Senhora da Piedade - Preces nas paredes
domingo, 29 de junho de 2014
I GUERRA MUNDIAL- CICLO DE PALESTRAS
Fig. 01 - Deslocamento no campo de batalha
Comemora-se a 28 de Julho, cem anos que se iniciou na
Europa um conflito terrível conhecido por Guerra Civil Europeia, que evoluiu
para Grande Guerra e que, mais tarde, ficou a ser conhecido por Primeira Guerra
Mundial, em oposição ao segundo grande conflito (1939-1945).
Vivia-se,
então, um período de paz entre os países europeus, também conhecido pela “Belle Époque”[1]. Embora
alguns falem em primeiro período de “guerra fria”. Mas eis que um acontecimento
fortuito, o assassínio em Sarajevo do Arquiduque Francisco Fernando, sobrinho
do Imperador Austro-húngaro - Francisco José -, em 28 de Junho de 1914, veio despoletar o confronto, entre várias
potências europeias[2], que só terminaria em 11
de Novembro de 1918, com a derrota da Alemanha e dos seus aliados.
Fig 02 - Cena do assassinato de Francisco Fernando
Fonte: Revista Veja, Agosto de 1914
Nos quatro
anos de guerra no espaço europeu e territórios ultramarinos - colónias das
potências europeias -, estiveram envolvidos mais de cinquenta milhões de combatentes,
tendo perdido nele a vida, ou por razões relacionadas com o conflito, cerca de
36 milhões de pessoas, das quais mais de nove milhões de soldados.
A Primeira Guerra Mundial deveu-se
a vários equívocos, muito desconhecimento e, quiçá, muita arrogância. Apesar
dos ensinamentos trazidos pela guerra civil americana (1861-1865) e pela guerra Russo/Japonesa (1904/1905), nos decisores
políticos e, em especial, nos chefes militares, prevalecia o pensamento
estratégico e táctico adquirido e posto em prática nas guerras napoleónicas.
Mas entretanto, o mundo tinha mudado muito e os desenvolvimentos tecnológicos a nível
do armamento tinham criado uma letalidade até aí nunca vista.
Além da
mortalidade e da destruição que o conflito provocou, quatro grandes impérios
desmoronaram-se, dando origem a um conjunto de novos estados. Os impérios
Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano, deixaram de existir.
Também
Portugal se viu envolvido neste conflito, primeiro com intervenções nas suas
colónias de Angola e Moçambique e, mais tarde, em 1916, no teatro europeu com o
envio de um Corpo Expedicionário para França para combater a Alemanha e o
Império Austro-húngaro. Além de sofrer as agruras da guerra de posição e da
luta de trincheiras viu-se, ainda, envolvido numa batalha – a batalha de La
Lys ocorrida na noite de 8 para 9 de Abril de 1918 -, onde sofreu uma das suas maiores
derrotas militares.
Fig. 03 - Sector Português após a batalha de La Lys
Fonte: Blog - A Caixa do Tempo
Portugal envolveu nos teatros de guerra africano e europeu cerca de
160.000 efectivos, sendo as consequências desta guerra tremendas, com milhares
de mortos, feridos e prisioneiros. A desorganização das Forças Armadas, o caos
politico e económico que se seguiu viriam a marcar o país, facilitando o surgimento de uma das ditaduras
mais longas da Europa, de 1926 a 1974.
Geralmente,
os povos têm tendência a omitir os factos históricos que menos lhe são favoráveis, reescrevendo a
história à medida do vencedor. No caso concreto da Primeira Guerra Mundial parece que nada
aconteceu. Tudo se passou há muito tempo. A memória do conflito são os registos escritos, ou as imagens que ficaram. Publicaram-se centenas de livros e fizeram-se
milhares de registos dos acontecimentos. Mas, tudo é impessoal. Aconteceu há
cem anos.
Hoje
sobrevivem os familiares dos intervenientes que, naquela época, eram jovens, ou duma geração que surgia e cuja memória dos acontecimentos é
vaga. Já ninguém recorda os milhares de estropiados que sobreviveram aquele
conflito, muitos vitimas dos gases lançados no campo de
batalha.
Muitos
portugueses – combatentes naquele conflito e que sobreviveram -, vaguearam
pelas ruas como “zombies”,
sobrevivendo em condições miseráveis. Sendo deste período a criação da Liga dos Combatentes, então com o nome de Liga dos Combatentes da Grande Guerra que
visava a defesa dos interesses dos combatentes, prestar ajuda aos inválidos de
guerra, às viúvas e aos órfãos.
Devemos evocar-se,
igualmente, pelo seu papel primordial, como local de apoio e “casa de abrigo” de muitos desses combatentes o Lar de Veteranos
Militares de Runa, hoje Centro de Apoio Social de Runa (CASRUNA). Aí foram
acolhidos, tratados, alimentados e viveram até ao fim dos seus dias, muitas
centenas de combatentes que puderam prolongar a sua vida graças ao apoio e ao
carinho que aí encontraram.
Tal dimensão justificou a criação, pelo governo português, de uma Comissão Coordenadora das Evocações do I Centenário
da Primeira Guerra Mundial, de modo a organizar e coordenar as várias comemorações que se realizam ao longo deste ano de 2014. Fazendo parte desta comissão, como não poderia deixar de ser, da Liga dos Combatentes.
Com este desiderato, o Núcleo da
Liga dos Combatentes de Torres Vedras não podia deixar de se
associar a estas comemorações. Assim, e com o lema “Recordar, para que não se repitam os erros”, decidiu organizar com
o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, a Adega Cooperativa de S. Mamede
da Ventosa e a livraria União, um Ciclo de Palestras subordinado ao tema: A Grande Guerra
(1914-1918).
Este ciclo vai realizar-se ao longo de três anos com os títulos seguintes:
2014 – Causas e origens do conflito;
2015 – O evoluir do conflito;
2016 – a entrada de Portugal na guerra em
França.
A primeira
fase deste ciclo, realizou-se no passado dia 31 de Maio, nos Paços do Concelho
de Torres Vedras tendo sido oradores, o Coronel David Martelo (Causas e origens
do conflito); o Coronel Manuel Mourão (O plano Schlieffen) e o Mestre Venerando de Matos(a vida em Torres Vedras à época), tendo como moderador o Professor Doutor
Guardado da Silva.
Nesta sessão participaram igualmente a Dra. Ana Umbelino vereadora da cultura e o Vice-presidente Dr. Carlos Bernardes da Câmara Municipal de Torres Vedras, bem como o Coronel Faustino Lucas Hilário, secretário-geral da Liga dos Combatentes.
Fig. 04 - Painel de Oradores e Moderador
Nesta sessão participaram igualmente a Dra. Ana Umbelino vereadora da cultura e o Vice-presidente Dr. Carlos Bernardes da Câmara Municipal de Torres Vedras, bem como o Coronel Faustino Lucas Hilário, secretário-geral da Liga dos Combatentes.
A sessão iniciou-se com uma
alocução de boas vindas e agradecimento aos oradores, convidados e assistentes,
pelo Presidente da Comissão Administrativa do Núcleo da Liga dos Combatentes de
Torres Vedras, Tenente-coronel José Pereira. Tendo prosseguido com a
intervenção da Dra. Ana Umbelino que para além dos cumprimentos a todos os
presentes, destacou a iniciativa do Núcleo de organizar estas palestras pela
sua importância e por lembrarem acontecimentos passados e já esquecidos por
muitos, afirmando que o município também
se regozija pela colaboração que o Núcleo vem prestando dado fazer parte, igualmente do Conselho Local
de Acção Social, tendo ainda feito parte do seu Núcleo Executivo.
A expressiva audiência presente contou também com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, um representante da Escola de Sargentos do Exército e outras entidades oficiais convidadas.
Na sua intervenção o coronel
David Martelo fez um resumo da situação que se vivia à época do conflito, com
as principais monarquias ligadas por laços familiares. A excepção era a França
que tinha como regime uma República e que não esquecia a derrota frente à
Alemanha em 1870, onde perdeu a Alsácia e a Lorena. Sabia-se que, mais tarde ou
mais cedo, iria procurar a desforra. O foco principal do momento era o
jogo de alianças que iriam desequilibrar, com a Grã-Bretanha, até aí fora dos
jogos continentais, a quebrar o equilíbrio ao estabelecer uma aliança com a
França e com a Rússia.A expressiva audiência presente contou também com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, um representante da Escola de Sargentos do Exército e outras entidades oficiais convidadas.
Fig. 05 - Imagem da Assistência à Palestra
Por sua vez, a apresentação
do coronel Manuel Mourão, explicou a finalidade e os objectivos do plano
Schlieffen, concebido por Alfred von Schlieffen, chefe do Estado-Maior alemão entre 1892 e 1906.
Este plano previa resolver a guerra em dois tempos, evitando a luta em duas
frentes em simultâneo. Derrotar o inimigo ocidental - a França - primeiro, para
se ocupar, depois, com o inimigo a oriente - a Rússia -. Para isso
acontecer era necessário um ataque relâmpago à França através da Bélgica, país
neutral, de forma a conseguir vencê-la, antes que a Grã-Bretanha tivesse tempo
de entrar no conflito. Neste pressuposto os alemães contavam que a Rússia
levaria muito tempo a mobilizar as suas forças.
Apesar de ser esse o plano
que levou a Alemanha a entrar em guerra as coisas não aconteceram como estavam
planeadas. A Rússia mobilizou de forma mais rápida do que se previa e a
Grã-Bretanha chegou com tropas ao continente antes de a França ser derrotada.
O orador falou ainda das
ligações das várias casas reais e das movimentações para estabelecer alianças e
manter equilíbrios e, igualmente, do vazio criado pela saída do grande
chanceler alemão Otto von Bismarck.
O mestre Venerando de Matos
falou, essencialmente, da história local. Como se vivia e do que se vivia,
assim como, das consequências para a vila de Torres Vedras com a preparação
para a guerra. Entre outros episódios do quotidiano à época, o orador contou
que uma Brigada do Corpo Expedicionário Português fez os seus treinos nos
arredores da vila trazendo, por isso, muita gente em alvoroço. Fez, ainda, um
resumo das notícias produzidas pelos jornais torrienses da época e o modo como
cada um via o desenrolar do conflito.
Deixou um alerta e um
pedido, reforçado mais tarde por uma das assistentes da palestra. Que numa
outra sessão se fizesse um levantamento de quantos cidadãos do concelho tomaram
parte no conflito e o que se passou com eles.
Devido a questões de agenda
da Dra. Ana Umbelino, coube ao vice-presidente do município Dr. Carlos
Bernardes fazer uma última intervenção, tendo o coronel Faustino Lucas Hilário,
em nome da direcção da Liga dos Combatentes, realizado uma pequena intervenção
de agradecimento pelo evento e procedido ao encerramento da sessão.
Fig. 06 - Coronel Faustino Lucas Hilário no uso da palavra
Como manifestação final, o
presidente do Núcleo ofertou aos palestrantes, um medalhão gravado da Liga dos
Combatentes, alusivo ao evento e uma lembrança oferecida pelo município, tendo
ainda o senhor Luís Santos, presidente da direcção da Adega Cooperativa de São
Mamede da Ventosa, ofertado outras lembranças, seguindo-se um pequeno buffet.
Destaca-se ainda a presença
da livraria União com uma pequena exposição de venda, de livros sobre o tema,
alguns da autoria dos palestrantes.
-----------
Direcção do Núcleo da Liga dos Combatentes de torres Vedras
Bibliografia:
Para a construção
deste artigo foram consultadas as obras abaixo indicadas, agradecendo-se desde
já aos seus autores:
AFONSO,
Aniceto e Carlos de Matos Gomes (2010), “Portugal
e a Grande Guerra 1914-1918”, Verso da História, Lisboa;
CORREIA,
Sílvia (2010), “Políticas da Memória da I
Guerra Mundial em Portugal – 1918-1933, entre a experiência e o mito – Tese de
Doutoramento”, Lisboa, FCSH Julho 2010;
FRAGA, Luís
Alves (1990), “Portugal e a Primeira
Grande Guerra. Os objectivos Políticos e o Esboço da Estratégia Nacional
1914-16”, Universidade Técnica de Lisboa;
FRAGA, Luís Alves (2010), “Do
intervencionismo ao Sidonismo – os dois segmentos da politica de guerra na i
República 1916-1918”, Imprensa da Universidade de Coimbra, Abril de 2010;
LOPES, Carlos
Jorge Alves (2012), “Os portugueses na
grande guerra – uma experiência de combate e de cativeiro – Dissertação de
Mestrado”, Universidade Aberta, Lisboa, Outubro de 2012;
MOTA,
Guilhermina (2006), “Batalha de La Lys:
um relato pessoal”, in Revista Portuguesa de História, pp 77-107, Coimbra;
MARTELO,
David (2013), “Origens da Grande Guerra –
Rumo às trincheiras. Percurso político-militar (1871-1914)”, Edições
Sílabo, Lisboa;
MARTINS, Luís
Almeida (2014), “A guerra para acabar com
a guerra”, in Revista Visão História nº 24, Agosto 2014, PP 10-31, Lisboa.
Webgrafia
Webgrafia
Primeira
Guerra Mundial (2014), http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial;
Blog a caixa do tempo http://projecto9b.blogs.sapo.pt/1708.html;
AFONSO, Aniceto e Carlos de Matos Gomes (2010), “Portugal e a Grande
Guerra 1914-1918”, Verso da História, Lisboa;
CORREIA, Sílvia (2010), “Políticas da Memória da I Guerra Mundial em
Portugal – 1918-1933, entre a experiência e o mito – Tese de Doutoramento”,
Lisboa, FCSH Julho 2010;
FRAGA, Luís Alves (1990), “Portugal e a Primeira Grande Guerra. Os
objectivos Políticos e o Esboço da Estratégia Nacional 1914-16”,
Universidade Técnica de Lisboa;
FRAGA, Luís Alves (2010), “Do
intervencionismo ao Sidonismo – os dois segmentos da politica de guerra na i
República 1916-1918”, Imprensa da Universidade de Coimbra,
Abril de 2010;
LOPES, Carlos Jorge Alves (2012), “Os portugueses na grande guerra – uma
experiência de combate e de cativeiro – Dissertação de Mestrado”, Universidade
Aberta, Lisboa, Outubro de 2012;
MARTELO, David (2013), “Origens da Grande Guerra – Rumo às trincheiras.
Percurso político-militar (1871-1914)”, Edições Sílabo, Lisboa;
MARTINS, Luís Almeida (2014), “A guerra para acabar com a guerra”,
in Revista Visão História nº 24, Agosto 2014, PP 10-31, Lisboa;
MOTA, Guilhermina (2006), “Batalha de La Lys: um relato pessoal”, in
Revista Portuguesa de História, pp 77-107, Coimbra.
Webgrafia:
[1]Expressão Francesa cujo significado é “bela época”. Costuma referir-se ao período
de cultura cosmopolita que começou no fim do
século XIX e que termina com a eclosão da I Grande Guerra em 1914.
[2] Este conflito entre as
potências europeias viria a arrastar países de outros continentes. Para o seu
desfecho final muito contribuiu a entrada dos Estados Unidos da América na
guerra, em Abril de 1918.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
MEMÓRIAS DE FAMÍLIA DA I GUERRA MUNDIAL
O Jornal Público ESTA a preparar um trabalho sobre o centenário da I Guerra Mundial e anda à procura de pequenas memórias de família de quem teve um familiar que tenha estado no conflito, de preferência com algum objecto (fotografia, carta) que possa ilustrar a História .
Não precisam de ser grandes histórias, podem ser pequenos episódios. alguém conhece ou alguém quer ser voluntário ? obrigada pela ajuda.
Enviar informações para: cgomes@publico.pt
Ou, se facilitar, contactar o Núcleo da Liga dos Combatentes de Torres Vedras - Rua 9 de Abril, 8 - 1 º (Apartado 81) 2560-301 Torres Vedrasmail - torres.vedras @ ligacombatentes.org.pt
Telefone - 261096496
Telemóvel - 925303511
Foto do Jornal Público de 27/06/2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
APELO AOS TORRIENSES E A TODOS OS COMBATENTES EM GERAL
Homenagem AOS Torrienses Mortos na Guerra do Ultramar
No Próximo dia 01 de Junho a Liga dos Combatentes, através do seu Núcleo de Torres Vedras, vai Prestar Homenagem aos combatentes torrienses vítimas na guerra de África, cujos nomes se encontram inscritos na base do monumento erigido em sua honra no campo da Várzea, em Torres Vedras.
Seguem-se os cinquenta e dois nomes, indicando a freguesia e a unidade operacional a que pertenciam:
Seguem-se os cinquenta e dois nomes, indicando a freguesia e a unidade operacional a que pertenciam:
Era nossa intenção convidar os familiares destes antigos combatentes a juntarem-se à nossa homenagem. No entanto, a sua localização tem sido uma tarefa difícil.
Assim, pede-se que nos ajudem nesta tarefa fazendo a sua localização e informando desta nossa vontade
Assim, pede-se que nos ajudem nesta tarefa fazendo a sua localização e informando desta nossa vontade
As cerimónias presididas pelo senhor Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras Terão a sequência seguinte:
12h00 - Concentração Junto Fazer monumento;
12h30 - Cerimónia com honras Militares;
13h00 - Almoço / Convívio nenhum restaurante "O Voluntário"
Contamos com Todos.
PS: Algum esclarecimento pode ser solicitado para 261 096 496 - 925 303 511 - 964 123 931 ou pelo mail torres.vedras@ligacombatentes.org.pt
O Presidente do Núcleo
José Pereira
TC
quarta-feira, 9 de abril de 2014
DIA DO COMBATENTE - 05 DE ABRIL DE 2014 - MOSTEIRO DA BATALHA
Fig. 01 - Convento de Santa Maria da Vitória - Batalha (1)
Decorreram no Mosteiro da Batalha (Convento de Santa Maria da Vitória - Batalha), em 05/04/2014, as comemorações evocativas do 96º Aniversário da Batalha de La Lys, do dia do Combatente e da 78º Romagem ao túmulo do soldado desconhecido.
As
cerimónias, organizadas pela Liga dos Combatentes, foram presididas pelo (CEMGFA)
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas - General Pina Monteiro.
Estiveram ainda presentes a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional,
Drª Berta Cabral, os três Chefes de Estado-maior das Forças Armadas,
representantes do Comandante-geral da GNR e do Director Nacional da Policia de
Segurança Pública, presidente da Câmara Municipal da Batalha, Director do Museu
da Batalha e outras entidades civis e militares e Adidos Militares.
Fig. 02 - Pelotão da Força Aérea e guiões dos Núcleos
As forças
em parada eram constituídas por uma companhia composta por três pelotões, sendo
um de cada ramo das Forças Armadas Portuguesas. Estas forças eram enquadradas
pelos estandartes dos Núcleos da Liga dos Combatentes e de outras associações congéneres.
A cerimónia teve inicio com a prestação de honras às Entidades presentes a que se seguiu uma missa rezada pelo novo Bispo das Forças Armadas, D. Manuel Linda.Terminada a missa deu-se início à
cerimónia na parada fronteira ao Mosteiro da Batalha, tendo discursado o
General Chito Rodrigues, presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes
e o CEMGFA.
O discurso do General Chito
Rodrigues versou a evocação dos Combatentes de todas as guerras em que entraram
portugueses. De salientar, no seu discurso a evocação do único combatente português,
fuzilado na Primeira Grande Guerra – O Soldado João Augusto Ferreira de Almeida(2).
Acrescentando que o foi “(…) não pelo que
fez, mas pelo que disse que podia fazer (…)”. Recordando este momento
triste da nossa história afirmou que já era tempo de analisar este
acontecimento no sentido da sua revisão. Prometeu que a Liga dos Combatentes
iria desenvolver todos os esforços no sentido de ser revisto o seu processo com
vista à obtenção do seu perdão e amnistia.
Fig. 03 - Janela da sala do Capítulo
As cerimónias encerraram com uma
justa homenagem ao soldado desconhecido na sala da Capítulo, onde foi feita uma alocução alusiva
pelo General Espírito Santo e depositadas coroas de flores, junto ao túmulo do
soldado desconhecido pelas Associações e Entidades presentes.
Fig. 04 - Homenagem ao Soldado Desconhecido
Como não podia deixar de ser o Núcleo de Torres Vedras da Liga dos
Combatentes esteve presente nesta cerimónia com o seu estandarte, empunhado
pelo Sócio Combatente, João Coutinho Lopes (Figura 04).
Tomaram, ainda, parte nas cerimónias
o Presidente do Núcleo - na dupla responsabilidade de representar o Núcleo e o
presidente da Direcção da AOFA – Associação de Oficiais das Forças Armadas, e o
seu Tesoureiro, Capitão António Rodrigues.
(1) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_da_Batalha.
(2) (Para saber mais sobre este acontecimento ver, entre outros, http://www.porto24.pt/cidade/joao-augusto-ferreira-de-almeida/)
Fig. 04 - Estandarte do Núcleo de Torres Vedras
(1) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_da_Batalha.
(2) (Para saber mais sobre este acontecimento ver, entre outros, http://www.porto24.pt/cidade/joao-augusto-ferreira-de-almeida/)
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